Renamo não vai tolerar edis incompetentes

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Nampula (IKWELI) – O Partido Resistência Nacional Moçambicana, Renamo, adverte aos seus oitos presidentes dos Conselhos Autárquicos, eleitos como cabeças-de-lista da sua formação política em Outubro do ano passado, que poderão deixar de exercer tais funções, caso governem à sua maneira, contrariando ao que não consta do programa e das orientações superiores.

Esta informação foi tornada pública por Abiba Aba, delegada política provincial da Renamo em Nampula, a margem do seminário de capacitação dos oito autarcas e respectivos vereadores dos conselhos Autárquicos de Chiúre (Cabo Delgado), Cuamba (Niassa), Nampula, Ilha de Moçambique, Angoche, Nacala-Porto, Malema (Nampula) e Quelimane (Zambézia).

“Devem criar acontecimentos que estejam alinhados com os projectos e programas que o vosso superior hierárquico vos propor a cumprir. Significa, se fazerem algo com vícios e ou de má-fé poderão ser intimados por culpa sua, deixando de exercer as respectivas funções e chamados a responsabilização civil e criminalmente”, precisou a fonte, para depois apontar que “exigimos resultados positivos dos vossos trabalhos”.

Abiba Aba entende que os fracassos da governação da Renamo nestes conselhos autárquicos serão usados pelos seus adversários directos para colocarem a imagem do partido em baixo.

“Sempre que justificar poderão contar com o apoio do partido para o vosso sucesso. Vamos todos cooperar para o bom nome do partido que vos vai assessorar direita e indirectamente”, garantiu a fonte.

Por outro lado, a nossa interlocutora apelou para que haja uma melhor relação com os munícipes governados por isso, “é fundamental que a relação entre o partido e os autarcas seja das melhores, quer na verticalidade quer na horizontalidade e haja complementaridade. Em termos de hierarquia, o partido está cima de vos, uma vez membros e na vossa qualidade devem estar submissos a orientação desse partido”.

A preocupação da Renamo, neste momento, é que todos os presidentes dos Conselhos Autárquicos tenham domínio das posturas camarárias e outras legislações adversas em matéria de administração pública.

É nessa senda que aquela formação política formou, recentemente, na cidade de Nampula, os autarcas em matéria de gestão, onde as legislações não foram relegadas no último plano.

Num outro desenvolvimento, a delegada do principal partido da oposição no país no maior círculo eleitoral pediu aos autarcas para que tenham capacidade na resolução de conflitos que são originados no trabalho diário de cada um deles. (Sitoi Lutxeque)