Ministra da Saúde distancia-se de cobranças ilícitas no HCN e garante trabalho para maior humanização de serviços

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A ministra moçambicana da saúde distancia-se do comportamento dos profissionais do sector que cobram pacientes e procedem maus tratos

Nampula (IKWELI) – A ministra moçambicana da Saúde, Nazira Abdula, distanciou-se das cobranças ilícitas e mau atendimento hospitalar que ocorrem em alguns centros de saúde do país, em especial no Hospital Central de Nampula (HCN), e diz que estás más práticas são protagonizadas por um grupo pequeno de funcionários renitentes a mudanças.

Falando, recentemente, em sessão de perguntas e respostas na Assembleia da República, a governante deixou claro que “prestar cuidados de saúde de qualidade aos utentes com bom desempenho como gestores e provedores de saúde é a principal tarefa do MISAU”.

“O Ministério da Saúde tem recebido com muito desagrado algumas informações relacionadas com o mau atendimento hospitalar e cobranças ilícitas, em alguns pontos do país”, informou Nazira Abdula, para depois assegurar que “estes comportamentos anormais e anti-éticos são protagonizados por um grupo muito limitado de profissionais, contra os quais continuaremos a ser proactivos para sua identificação e respectiva responsabilização. Estes actos não dignificam a nossa missão e muitos menos a profissão que juramos abraçar”.

Muito recentemente, o tribunal judicial de Nampula condenou vários funcionários do HCN por se envolver em actos de corrupção que manchavam a imagem da instituição. Esta decisão deixou claro que a direcção da instituição e do ministério anda preocupada em garantir melhores serviços aos utentes.

A ministra da saúde deixou claro que a humanização dos serviços de saúde no país tende a ser uma realidade. “Em 2017 o MISAU elaborou e aprovou a Estratégia Nacional para Prevenção e Combate a Cobranças Ilícitas”, recordou a fonte, para de seguida reconhecer que “o envolvimento da comunidade tem sido crucial para a detenção e encaminhamento dos envolvidos nestes actos de cobranças ilícitas à justiça. Assim, queremos incentivar e encorajar este envolvimento para desencorajar as cobranças ilícitas”.

Em 2018, segundo a ministra, foram apresentadas 1.366 queixas, das quais 293 foram por mau atendimento e 60 por cobranças ilícitas, onde houve responsabilização administrativa e criminal.

Relativamente a disponibilidade de fármacos anti-maláricos, Nazira Abdula garantiu que “no depósito de Nampula existem 307.705 tratamentos, e nos depósitos de Rapale existem 7.890 tratamentos, Mogincual existem 8.910 tratamentos, Nacarôa existem 8.070 tratamentos e em Monapo existem 15.000 tratamento”. (Redacção)