Renamo vai manifestar-se para forçar a prorrogação do recenseamento eleitoral em Nampula

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Membros do partido Renamo prometem se manifestar em caso de o recenseamento eleitoral não seja prorrogado

Nampula (IKWELI) – O partido Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) vai promover, nos próximos dias, uma marcha exigindo a prorrogação do prazo do processo de recenseamento eleitoral para a votação do dia 15 de Outubro do corrente ano.

Fernando Lavieque, membro da Comissão Política da Renamo residente em Nampula, disse, na última terça-feira (21), na cidade de Nampula, que “nós queremos que todos sejam recenseados. E digo mais, desde já, nos próximos dias vamos começar a marchar na rua a exigir o recenseamento”.

 

Fernando Lavieque, Deputado da Assmbleia da República e membro da Comissão Política da Renamo fez as ameaças em Nampula, alegando que a Frelimo quer-se beneficiar-se com a redução de mandatos.
Fernando Lavieque, deputado da Assembleia da República e membro da Comissão Política da Renamo

Segundo Lavieque muitos potenciais eleitorais do maior círculo eleitoral do país, e não só, não se recensearam devido aos recorrentes problemas de gestão do processo, sobretudo os de natureza informática.

A fonte disse que “isto está a acontecer em zonas de maior influência da Renamo”.

“O mais revoltante é que temos informações de exclusão de eleitores, nas zonas sob influência da Renamo. Os dados, até domingo, revelam e de forma surpreendente a tendência de exclusão de determinadas zonas e por sinal, aquelas que a Renamo tem um domínio político inquestionável”, denunciou Lavieque que, também, é deputado da Assembleia da República pelo círculo eleitoral de Nampula.

O nosso interlocutor fala dos distritos de Mogovolas, Memba, Moma, Nacala – a – Velha, Larde e Rapale como sendo os que menos potenciais eleitores registaram devido a problemas com o equipamento informático deliberadamente provocados pelos gestores do processo a mando do partido Frelimo.

“As zonas onde a Frelimo teve vantagens nas eleições anteriores o registo está em níveis acima de setenta porcentos. Por exemplo, em Lalaua foram registados oitenta porcentos dos eleitores previstos”, explicou Fernando Lavieque.

Para evitar o pior, Lavieque apela ao Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) para “assegurar esta garantia constitucional, sob pena de incubar os crónicos problemas de conflitos pós eleitorais, numa altura em que estamos empenhados na paz e reconciliação nacional”. (Constantino Henriques e Redacção)