AMUSI exige igualdade no tratamento de candidaturas à presidência da República

0
284
O partido AMUSI diz que não está a ser recebido pelo CC para entregar a sua candidatura

Nampula (IKWELI) – O partido Acção de Movimento Unido para Salvação Integral (AMUSI) exige que não haja dualidade de critérios no tratamento da apresentação de candidaturas para a presidência da República pelo Conselho Constitucional (CC).

De acordo com Hermínio Sumail, Secretário – Geral (SG) daquele partido com embrião macua, a formação política está a enfrentar dificuldades para fazer a entrega da candidatura de Mário Albino Muquissince.

Ontem, terça-feira (16), o partido convocou a imprensa para apresentar a sua indignação e insatisfação pelo desfavorecimento de que estão sendo vítimas diante do CC, órgão que, no seu entender, está assustado pelo nível de organização do AMUSI.

“Manifesto a nossa indignação perante o comportamento do Conselho Constitucional. Os nossos colegas estão lá há dois dias a tentarem remeter a nossa candidatura a Presidência da República, mas parece que o Conselho Constitucional está assustado com esse processo, porque a nossa candidatura é uma candidatura  que está apoiada com 19.500 assinaturas de nossos apoiantes. Por lei, é recomendada a apresentação de um máximo de 20.000 mil assinaturas e um mínimo de 10.000 de suporte, e nós apresentamos quase o extremo máximo da exigência. Desde ontem que o nosso presidente está no Conselho Constitucional a tentar fazer a entrega do processo e a única coisa que tem como resposta é que os juízes não estão presentes”, disse Sumail.

Para garantir imparcialidade, transparência e justiça nos próximos pleitos eleitorais, o AMUSI exige que o CC haja de forma igual para com todos os partidos, alias, no entender do SG deste partido “é aqui que começam os conflitos pré e pós – eleitorais no país.

“Queremos apelar ao Conselho Constitucional a ser imparcial neste processo para que possamos ter um Moçambique justo e que tratem todos da mesma maneira. Contudo, o tratamento que estão a nos dar olhamos  como um atentado a democracia e combate a cidadania  pois, as leis são claras quanto ao tratamento dos partidos, coligações de partidos e movimentos de cidadãos que pretendem se inscrever”, concluiu o SG do AMUSI. (Elisabeth José)