Em Nampula: PRM antevê clima de tensão após validação de resultados eleitorais pelo Conselho Constitucional

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A policia quer reprimir oposicao se manifestarem-se

Nampula (IKWELI) – O dia 23 de Dezembro corrente poderá, em definitivo, colocar fim o ciclo eleitoral 2019, cujo pico foi a votação no dia 15 de Outubro passado, e o Conselho Constitucional (CC) marcou a data para anunciar a validação ou não dos resultados.

Do apuramento nacional, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) anunciou vencedor o partido Frelimo e o seu candidato presidencial Filipe Nyusi. Estes resultados não agradam aos outros concorrentes, sobretudo a Renamo e o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) que desde então vêm proferindo ameaças diversas, incluindo a perturbação da ordem e tranquilidade públicas.

A província de Nampula é o maior círculo eleitoral do país, e a Polícia da República de Moçambique (PRM) prevê momentos de tensão nesta mesma segunda-feira que o CC vai anunciar a sua posição, por isso diz-se pronta para não aturar nenhuma perturbação da ordem e segurança públicas.

Na quarta-feira (18) da corrente semana, o comandante provincial da PRM de Nampula, Moisés Gueve, recentemente indicado, exibiu a musculatura da corporação, ao levar à rua todas as unidades da instituição.

“Acreditamos que, neste dia da promulgação dos resultados das eleições de 15 de Outubro, podem existir grupos de cidadãos que poderão contestar os resultados’’, antevê o comandante, para depois aconselhar aos prováveis descontentes de modo a pautarem por mecanismos legais para contestar qualquer resultado eleitoral. “Nós estamos na fase de democracia e a mesma não funciona na base de anarquia”.

Por outro lado, em observância da quadra festiva cujo início coincide com a validação e/ou não dos resultados eleitorais, a corporação garante que vai proteger todos os estabelecimentos públicos e privados para que funcionem em pleno, prevenindo assim a ocorrência de escaramuças.

Concluindo, Gueve pediu aos seus colegas, sobretudo aos que forem destacados para o patrulhamento nos bairros, para que estejam atentos a quaisquer desordens a segurança e tranquilidade públicas. (Celestino Manuel)