Suspeitas de Coronavírus: Cinco dos seis asiáticos em quarentena são chineses que trabalham nas obras da construção da estrada Nampula – Nametil

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Os chieneses ainda encontram-se em quarentena

Nampula (IKWELI) – Os cinco cidadãos asiáticos, dos seis que observam quarentena domiciliária desde a passada sexta-feira, segundo as autoridades de saúde, são trabalhadores da empresa chinesa responsável pela construção da estrada Nampula – Nametil.

Segundo apuramos, os mesmos saíram do país em Dezembro do ano passado, antes da eclosão do Coronavírus, com destino a China para passar a quadra festiva de natal e de fim de ano junto das suas famílias naquele país asiático

A informação foi revelada ao nosso jornal pelo chefe de departamento de Saúde Pública, na direcção provincial de Saúde de Nampula, Américo Barata, o qual afirmou que a situação actual dos cidadãos, ora em quarentena, é boa e não possuem nenhum sintoma do coronavírus, e que depois do cumprimento dos 14 dias estarão livres.

Américo Barata fez saber que, apesar das análises feitas não constatar-se algum sintoma da doença, um grupo de profissionais do sector continua a fazer acompanhamento nas residências onde estão isolados para fazer valer a observância das medidas, por estes estarem a saírem de países com registos da doença.

“Estes cidadãos não apresentam riscos da saúde pública, relacionados com a doença do coronavírus para a província, mas como os protocolos da OMS são claros nós devemos seguir e foi o que fizemos. Os cidadãos oriundos de países afectados merecem uma atenção de seguimento”, disse.

Ainda assim, de acordo com Américo Barata, uma equipe de profissional foi destacada para assistência aos cidadãos. “Passados cinco dias, os cidadãos estão bem. Portanto, não constitui algum perigo do qual a sociedade tenha de ficar preocupada e não há motivo de alarme”, assegurou.

Moçambique não faz parte dos países africanos classificados, recentemente, prioritários, pela Organização Mundial de Saúde (OMS), para aumentar a vigilância e as medidas de prevenção e controle da doença do coronavírus, pelo facto de não receber voos directos dos países afectados pela epidemia. Contudo, segundo  Américo Barata “Moçambique tem a capacidade para primeiro rastrear, isolar e seguir pacientes, como sabe mesmo a nível internacional o tratamento é sintomático. Já foram treinados técnicos em Nampula para reforçar a capacidade e competência técnica para lidar com este cenário. Portanto, temos a capacidade para colher as mostras e enviar ao Instituto Nacional de Saúde”, disse.

Recorde-se que, desde a eclosão do coronavírus, a doença que já matou mais de 1.700 pessoas, maioritariamente na china. (Sitoi Lutxeque, Fotos: Heminio Raja)