Catadores de lixo aliviam a relação de Vahanle com resíduos sólidos

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Ha muito lixo em Nampula e catadores de lixo tiram para vender os reciclavel

Nampula (IKWELI) – O trabalho de indivíduos que se dedicam a recolha, tratamento e venda de resíduos sólidos na cidade de Nampula, no norte do país, contribui no melhoramento do saneamento do meio e das condições de higiene colectiva na urbe, numa altura em que a edilidade presidida por Paulo Vahanle mostra-se incapaz de dar-se com a situação.

Ao que tudo indica, milhares de catadores de lixo dedicam-se a reciclagem no maior centro urbano do norte de Moçambique, com destaque para plásticos e alumínios.

Estes indivíduos dizem-se agastados com alguns moradores das unidades residenciais de Nampula, por consideram-nos como doentes mentais e não respeitarem as suas actividades.

Igualmente, os munícipes entendem considera-los como ladrões, e praticantes de actos criminais de natureza diversa com recurso a instrumentos contundentes.

Ainda assim, os catadores de lixo estão satisfeitos com os rendimentos que conseguem adquirir com a actividade que desenvolvem.

Os fornecedores dos materiais recolhidos por estes cidadãos pagam a 25,00Mt (vinte e cinco meticais) por quilograma de resíduos plásticos e 20,00Mt (vinte meticais) por quilograma do alumínio.

Abdul Satar é catador de lixo e natural do distrito de Nacala-Porto. Dedica-se a esta actividade há vários anos, e em entrevista ao Ikweli afirmou que garante o seu sustento e o da sua família com esta actividade.

A família do senhor Satar ainda encontra-se no distrito de Nacala-Porto, e com a reciclagem e venda de resíduos sólidos garante a formação e alimentação dos seus filhos.

Para além do Satar, vários outros catadores confirmam ao Ikweli que a actividade que desenvolvem, para alem de honesta, é lhes rentável e satisfaz as suas necessidades de forma digna e honesta.

Essiaca Bonga e Copo Cheio são provenientes dos distritos de Memba e Monapo. Após chegarem a Nampula deram conta que, estando tudo difícil, a recolha e reciclagem de resíduos sólidos era a alternativa para a sobrevivência deles e dos seus dependentes.

Da experiência destes dois senhores, é que a actividade compensa, desde que pratica esteja dentro dos padrões recomendados e respeitando a higiene individual e colectiva, mesmo que sem instrução formal para o efeito.

Diariamente, segundo estas nossas fontes, pouco mais de cinquenta toneladas de lixo são comercializadas na cidade de Nampula. (Texto: Luís Novecentos *Foto: Hermínio Raja)