Agente da PRM arrancado arma e baleado em Natikiri por desconhecidos

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Agente da PRM foi baleado e arrancado arma de fogo no bairro de Natikiri

Nampula (IKWELI) – Indivíduos desconhecidos arrancaram e balearam, na semana passada, uma arma de fogo do tipo AK-47 a um agente da Polícia da República de Moçambique (PRM), num bar no bairro de Natikiri, nos arredores do concelho autárquico de Nampula.

O agente estava afecto ao posto policial da Faina, e no momento do acto encontrava-se na companhia de um colega seu em mais uma missão de patrulhamento nocturno, em hora não apurada pelo Ikweli.

Os agressores, num total de três, saiam do interior do referido bar, e quando solicitados para se identificarem pelos homens da lei e ordem recusaram-se a faze-lo, ao que partiram para agressão e apoderamento do equipamento de trabalho dos policiais, bem como o baleamento de um dos agentes.

O companheiro da vítima, ainda, disparou para o ar como forma de dissuadir a acção destes malfeitos, mas em vão, porque eles puseram-se em fuga, levando uma das armas de fogo.

Todavia, o mesmo agente voltou a disparar para o grupo quando em fuga, e em consequência atingiu, mortalmente, a um dos integrantes.

O chefe da unidade comunal onde se registou o acto, Fonseca Cassimo, disse, em contacto telefónico com o Ikweli, que a ocorrência deixou preocupado os moradores locais, bem como a sua liderança.

“Acordei e fiquei sentado na cama, com medo de sair. Comecei a ligar para os meus vizinhos, e decidimos sair. Caminhamos para o local, encontramos dois corpos estatelados no chão e um polícia preocupado, foi daí que ligamos para o posto policial da Faina e veio um carro que recolheu os corpos, por sinal um já estava sem vida”, contou-nos o senhor Cassimo.

O porta-voz do comando provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nampula, Zacarias Nacute, disse que neste momento, em coordenação com o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), decorrem diligências no sentido de localizar, neutralizar, recuperar a arma e responsabilizar, criminalmente, a estes malfeitores. (Celestino Manuel)