Japonesa nega estar em quarentena e mantêm-se no hotel em Nampula

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Em Nampula nao se esta cumprir com a quarentena

Nampula (IKWELI) – Uma cidadã de nacionalidade japonesa, na cidade de Nampula, recusou-se a cumprir as medidas de quarentena estabelecidas pelo governo moçambicano, no âmbito da prevenção do novo coronavírus, covid-19.

A referida cidadã encontra-se hospedada no complexo Bambo, uma instância turística localizada nos arredores da cidade de Nampula, e próximo ao maior mercado grossistas do norte do país, Waresta.

As autoridades policiais e da saúde de Nampula tentaram retira-la para uma unidade de quarentena hospitalar montada para o efeito, na zona da Faina, mas esta recusou-se a cumprir as medidas e abandonou o grupo de profissionais fora.

O infortúnio acontecia numa altura em que a Assembleia da República ratificava o decreto de estado de emergência, submetido àquele órgão legislativo pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, depois de que na noite anterior comunicou a nação da decisão.

Neste decreto, uma das medidas de cumprimento obrigatório é o “reforço das medidas de quarentena domiciliaria de 14 dias, para todas as pessoas que tenham viajado recentemente para fora do país, para os que estejam a chegar ao país e todas as pessoas que tenham tido contacto directo com casos confirmados de covid-19, observando-se as medidas preventivas estabelecidas pelo Ministério da Saúde”. A referida cidadã viajou para o país a partir da África do Sul.

Nossas fontes que assistiram a ocorrência, no princípio da noite de ontem, contam que “diante das insistências dos técnicos da saúde e dos agentes da polícia, a senhora foi fazendo chamadas para Maputo, alegadamente para uma individualidade influente que favoreceu a sua estadia no local”.

A direcção provincial da Saúde de Nampula, através do chefe do Departamento de Saúde Pública, Américo Barata, confirmou ao Ikweli a existência da japonesa que cumpre quarentena no mesmo estabelecimento hoteleiro.

“Quando entre a força ai já não é a saúde, tens que ligar para outra pessoa”, respondeu Barata quando questionado pelo Ikweli sobre o fracasso registado na operação da retirada forçada do local da cidadã.

O Ikweli contactou o sector de Imprensa do comando provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nampula, para se inteirar das razões que ditaram a desistência dos homens da corporação em fazer cumprir a medida, mas até ao fecho desta matéria ainda aguardávamos pela resposta, tendo em conta que os responsáveis da área ainda procuravam aperceber-se da situação junto dos agentes que estiveram no terreno. (Aunício da Silva e Celestino Manuel)