Vahanle e Gôndola sem ideias para descongestionar entrada dos CFM

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O local, também, pega-se chapa para Nacala-Porto

Nampula (IKWELI) – A enchente de pessoas que se regista na principal entrada da estação ferroviária da empresa Caminhos de Ferro de Moçambique, ao longo da avenida do Trabalho, constitui um desafio para o concelho autárquico de Nampula e a Secretaria de Estado da província, no âmbito das medidas decretadas no estado de emergência, no que se refere a aglomerados de pessoas.

Para além de ser o ponto de acesso para a plataforma do comboio de passageiros, a entrada, também, funciona como uma terminal rodoviária para as viaturas que operam as rotas que vão para os distritos de Nacala-Porto, Monapo, Ilha de Moçambique, Mossuril, Meconta, Muecate, Erati, Nacarôa, Memba e Nacala-a-Velha.

Com a chegada o comboio de passageiros e carga, o mesmo local serve de mercado grossista de produtores alimentares.

Paulo Vahanle, autarca de Nampula, e Mety Gôndola, Secretário de Estado da província de Nampula visitaram, recentemente, aquele ponto e não gostaram do que viram no âmbito da prevenção do novo coronavírus, a covid-19.

Para o autarca, a melhor solução é transferir aquela terminal ferroviária para junto do mercado grossista do Waresta, nos arredores da cidade que dirige.

Esta solução não é bem vista pelos CFM, porque, tecnicamente, a sua efectivação levaria pouco mais de um semestre, bem como a construção de uma linha desviada, incluindo uma terminal.

“Por enquanto, não temos solução para retirarmos estas pessoas, assim como os transportadores que ficam em frente da entrada dos CFM”, disse Mety Gôndola, não escondido o desconforto que a situação provoca.

“O que nós vimos nesta visita é que as medidas de prevenção estão a ser acauteladas pela direcção dos Caminhos de Ferro de Moçambique, sobretudo as de lavagem das mãos e distanciamento social. Porém, temos um grande desafio do lado de fora, onde regista-se maior aglomerado de pessoas, isso nos preocupa bastante. Dai que neste momento colocamos a responsabilidade do Concelho Autárquico para pôr ordem naquele espaço”, concluiu o Secretário de Estado da província de Nampula. (Esmeraldo Boquisse)