Mety Gondola chama atenção para que não se acolham insurgentes como deslocados de guerra de Cabo Delgado

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Deslocados de guerra de Cabo Delgado procuram abrigo em Nampula

Nampula (IKWELI) – O Secretário de Estado (SdE) da província de Nampula, Mety Gondola, defende a necessidade de se tratar os deslocados de guerra de Cabo Delgado com cuidado, sob risco de dar-se segurança a quem estava envolvido em actos de insurgência nos distritos de proveniência.

Na tarde da última sexta-feira (26), Gondola reuniu com a imprensa, no contexto dos encontros mensais que realizada com esta classe de profissionais, e foi neste âmbito que ele, também, disse que uma parte dos problemas que levam a situação de Cabo Delgado pode estar ligado ao rendimento, defendendo que nalguns casos jovens não tem como ganhar a vida, e não dominam as oportunidades de criação do auto – emprego.

“É preciso ter cuidado com os deslocados para não darmos segurança a quem estava a fazer confusão lá”, anotou o SdE de Nampula, terminando o capítulo sobre segurança, cuja abordagem foi limitada, assegurando que há trabalhos em curso para a identificação devida dos deslocados que se encontram na província que dirige.

Covid-19

Um outro tema que chamou uma elaboração longa do Mety Gondola é a pandemia da covid-19, provocada pelo novo coronavírus. Aqui, o dirigente lamentou o facto de os hospitais andarem vazios, pelo facto de a população ter medo desta nova doença.

Este facto, segundo a fonte prejudica a vacinação de crianças, o acompanhamento de mulheres grávidas, bem como o acompanhamento de doentes crónicos.

“Estamos a fazer de tudo para não perder em vista a malária e a colera”, disse o governante, para depois comentar que “parece um assunto pequeno, mas corremos o risco de ter crianças que não tomaram todas as vacinas e mulheres grávidas que não tiveram acompanhamento”.

Para uma maior resposta a pandemia, a província de Nampula criou subgrupos para dar maior dinâmica ao processo de prevenção.

Com isso, segundo Gondola, “a colaboração entre as instituições melhorou bastante”. Outra boa nova anunciada na ocasião, tem a ver com a entrada em funcionamento do laboratório de testagem da covid-19 na província. “O laboratório já está e no dia 1 de Julho será, oficialmente, aberto. Neste momento, já começou a fazer a colecta de amostras”.

Mais adiante, a fonte não escondeu a preocupação sobre a circulação intensa de pessoas que a província, ainda, regista. “A circulação de pessoas ainda está intensa. Isso é um problema grave.  Diariamente entram em Nampula perto de 5.000 (cinco) mil pessoas, e nós começamos a discutir com os nossos colegas sobre como travar os movimentos”.

Abastecimento de água

 Gondola disse que “estamos a trabalhar no acesso a água”, mas os custos que foram apresentados para a reabilitação e ampliação da barragem sobre o rio Monapo que abastece a cidade de Nampula são elevadíssimos.

No caso, são necessários 800.0000.000,00USD (oitocentos milhões de dólares norte-americanos) para a reabilitação e ampliação da infra-estrutura.

Produção agrária

Estando-se no fim da cadeia de valores da produção agrária (comercialização), Mety Gondola informou que há motivos para que a província sorria.

“Este momento tem sido mais de gestão da época passada e a preparação para a próxima época”, disse o nosso interlocutor, para depois referir-se que “a comercialização começou cedo [sobretudo do milho], e isto estava a prejudicar aos produtores. O nível de humidade era alto, o que provocavaa baixa de preços. Em Março tinha sido suspenso a retirada do milho para fora da província. Na altura o quilograma custava a 6,00Mt(seis meticais), mas agora custa a 11,00Mt(onze meticais). Para produtos como o algodão e o tabaco estamos atrabalhar paragarantir que haja transparência na sua comercialização. Há rondas de controlo para ver como é feita a comercialização”.

Para a próxima campanha, Gondola disse que “os distritos foram instruídos para abriremmil hectares de blocos de produção colectiva. Também,serão introduzidos pomares colectivos,no âmbito do combate da desnutrição crônica”.(Aunício da Silva)