“Meninos” de chaves e celulares nas mãos recolhidos pelo SERNIC

0
78
  • São trabalhadores de agências bancárias que enganavam clientes com depósitos chorudos não efectuados, e outros são seguranças privados que alugavam armas a malfeitores.

Nampula (IKWELI) – O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), em Nampula, apresentou a imprensa, na terça-feira (21) da corrente semana, três grupos de meliantes que aterrorizavam o maior centro urbano do norte de Moçambique, os quais actuavam com modos diferenciados e sofisticados.

O primeiro grupo era constituído por três indivíduos, os quais, em conluio com seguranças privados afectos a agências bancárias assaltavam clientes que fossem ao banco levantar avultadas somas monetárias. Era papel dos seguranças alertar aos seus comparsas sobre a saída de clientes com dinheiro em numerário dos estabelecimentos bancários. O segundo grupo, com quatro indivíduos, actuava nas ruas com auxílio de motorizadas, assaltando cidadãos indefesos. E o último grupo, terceiro, e com dois indivíduos era constituído por trabalhadores bancários, os quais defraudaram clientes com depósitos simulados, ou seja, administração danosa.

De acordo com a porta-voz do SERNIC em Nampula, Enina Tsinine, das diligências efectuadas, pelo menos, foi recuperada uma arma de fogo do tipo pistola e uma motorizada.

A detenção dos assaltantes, com recurso a motorizadas, teve efeitos colaterais. Durante a perseguição, a polícia viu-se obrigada a disparar contra o grupo, e em consequência um dos integrantes contraiu ferimentos que o levaram ao internamente no Hospital Central de Nampula (HCN).

Em relação aos trabalhadores bancários, Tsinine referiu que “eles simulavam lançamento nas contas os lavores, que não ficava disponível na conta dos clientes, e de seguida levavam o valor para usos pessoais”.

A fonte deu a conhecer que, em menos de uma semana, estes funcionários de uma agência bancária, saquearam mais de 12 milhões de meticais, e depois da denúncia feita ao SERNIC foram lançadas as linhas operativas que culminaram com a detenção de um funcionário na capital do país, Maputo, e um deles, está a monte.

A fonte concluiu que os trabalhadores bancários, aplicavam o dinheiro defraudado aos clientes em jogos de sorte e azar, legalmente, estabelecidos na cidade de Nampula.

Por seu turno, o comando provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nampula, ao fim da manhã desta sexta-feira (24) convocou a imprensa para exibir mais três grupos de meliantes que passeavam a sua classe no maior centro urna do norte de Moçambique.

Nesta leva de exibição de supostos criminosos, o primeiro grupo, também, actuava num banco de investimento. E através de operações simuladas defraudaram ao banco valor estimado em 40.000,00Mt (quarenta mil meticais).

Um segundo grupo é dos famosos “águias”, motoqueiros que se dedicam a assaltos na via pública, sendo a preferencial deles telefones celulares e cabelos femininos artificiais. Por fim, foi apresentado um individuo que se dedicava a arrobamento de viaturas com recursos a chaves falsas, para do seu interior retirar bens.

Todos os integrantes dos grupos são confessos, e apresentavam comportamento de arrependimento, ainda que a maioria delas seja renitente.

Dércio Samuel, chefe de Relações Públicas no comando da PRM em Nampula, disse a imprensa que os grupos actuavam de forma sofistica, incluindo com uso da forca para intimidar as vítimas.  (Texto:Aunício da Silva e Celestino Manuel *Foto: Hermínio Raja)