Agentes económicos atentam contra a saúde da população de Nampula com produtos fora do prazo

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Nampula (IKWELI) – Alguns agentes económicos da província de Nampula quando se apercebem que os seus produtos estão quase fora do prazo, adulteram a data de validade que é caracterizada como sendo um atentado a saúde pública e crime contra a mesma.

Enquanto outros adulteram a data de validade, outros agentes de má-fé, transferem os seus produtos que estejam fora do prazo, para o mercado informal.

Na cidade de Nampula, é notório a existência, em diferentes mercados informais, de diversos produtos alimentares como manteiga, rebuçados e outros fora do prazo a serem comercializados a preços baixos.

Segundo o Delegado Provincial da Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) em Nampula, Élio Rareque, esta é uma situação que tanto preocupa aquela instituição vocacionada na fiscalização das entidades económicas de modo que o consumidor mereça produtos de qualidade, que não sejam perigo para a sua saúde, e como forma de combater, de Janeiro a Agosto do presente ano, foi possível a apreensão de quantidades enormes destes.

“Esta é uma situação que tanto preocupa a INAE, e nós durante este ano em curso já apreendemos produtos fora do prazo e outros com datas de validade viciadas avaliados em mais de 2.000.000,00Mt (dois milhões de meticais) em toda a província”, disse o delegado.

Rareque disse ainda que a instituição que dirige já tem o conhecimento de que nos mercados informais há produtos em questão a serem comercializados, mas como a actuação nos mesmos não é da responsabilidade da INAE, mas sim do Município, deixou um apelo a toda a população.

“Nessa situação queremos apelar a todos cidadãos para que para além de ignorar a compra destes produtos que podem perigar a nossa vida, denunciem aos conselhos autárquicos, nós não temos autoridade nestes pontos, mas como a nossa missão é garantir com que os cidadãos tenham ao seu dispor produtos que não sejam perigo para a sua saúde, quando tivermos conhecimento de que em algum mercado informal existe produtos fora do prazo a serem vendidos, nos deslocamos para lá, e recolhemos tudo para depois incinerar”, concluiu Rareque. (Alfredo Célia)