“Desde os acordos de Roma: A longa espera pela paz” – considera a Nova Democracia

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Nampula (IKWELI) – A Nova Democracia (ND), um movimento cívico nacional, considera que passados 28 anos da assinatura dos Acordos Gerais da Paz (AGP), Moçambique vive uma paz simbólica e esquisita, acompanhada com sofrimento do povo que aguarda pela verdadeira paz.

“Os acordos de Roma, para além de pausar a guerra, deram lugar a um Moçambique supostamente democrático. 28 anos depois, já foram assinados três acordos de paz, sendo o último no ano 2019, o que demonstra uma ausência de paz verdadeira”, escreve a Nova Democracia em nota de imprensa enviada a nossa redação, prosseguindo que “o sonho da paz é acordado pelo barulho das armas”.

Em outro paragrafo, a ND levanta uma série de questões, precisamente: “Que paz é esta quando a instabilidade militar prospera na zona centro do país, matando cidadãos inocentes e destruindo seus bens? Que paz é esta quando o terrorismo destrói a província de Cabo Delgado e mata aos seus habitantes? Ou não será́ porque a guerra lhes mobiliza financiamento externo, mobiliza investidores bélicos, mobiliza cooperações milionárias e fortalece as máquinas políticas sanguinárias? Que paz é esta, quando académicos, jornalistas e activistas são perseguidos, baleados e torturados? Que paz é esta quando jornais são queimados?”.

Por outro, o mesmo documento avança que “a ausência de paz não se manifesta apena sem conflitos armados. Lembramos que a pobreza, a miséria e a fome são arquitectadas como forma de fazer do cidadão um escravo fraco, apático e dependente, isso também é ausência de paz! Ataca-se ao cidadão pela gastrite da fome e é encaminhado a um hospital que não tem medicamentos”.

De igual forma, o movimento exige que “queremos sim uma paz que signifique justiça social, onde o Estado se reencontre com os Direitos Humanos e se construa uma Nação inclusiva baseada no protagonismo da sua cidadania”.

“A paz se constrói desde os moçambicanos e as moçambicanas, partindo do princípio de que todos nós precisamos cobrir as nossas necessidades básicas em comunidades honestas, transparentes que dedicam os seus esforços ao bem comum. A paz se constrói em base a políticas públicas focadas nos meios de vida da cidadania, emprego, melhoria dos sistemas de produção e da agricultura, distribuição de riqueza e muito mais. É por aqui que Moçambique encontrará um presente melhor e um futuro sustentável e por onde defenderemos a soberania Nacional e cada palmo deste solo pátrio e nos livraremos dos novos colonos, que se mostraram cada vez mais gananciosos, quais abutres e grupos mafiosos acampados no estado”, conclui a Nova Democracia. (Redação)

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